Fev 27

Sergio Pardal
O governo pretende manter as negociações nas regras de transição, transferindo as normas da Previdência Social para leis complementares.
O principal da emenda constitucional de reforma na Previdência Social, apresentada na última quarta-feira, é a retirada das garantias conquistadas na Constituição Cidadã de 1988, que, rompendo com os tempos de arbítrio, delineou direitos trabalhistas e previdenciários para os trabalhadores. E pouca gente está dando a devida atenção.
O governo tenta levar os debates para as regras de transição, com idade mínima e tudo o mais, enquanto transfere toda a regulamentação para leis complementares. Importante observar que a emenda constitucional necessita de três quintos dos votos no Congresso Nacional, com maiores exigências na tramitação, enquanto a lei complementar exige apenas maioria absoluta. Portanto, aprovada a emenda constitucional apresentada, as regras passam a ser modificadas com muito mais facilidade.
O entendimento da lei exige o conhecimento histórico de sua formação. A Carta Cidadã de 1988 foi instrumento de rompimento com o tempo de arbítrio, estampando garantias importantes como os requisitos e exigências para os benefícios, e até mesmo garantias de cálculo, como a atualização monetária para a média de contribuições.
As "negociações" que possam ocorrer sobre as regras de transição não representarão garantias ao trabalhador, com as normas principais retiradas do Diploma Máximo. Modificações em leis complementares, apesar de maiores exigências do que em leis ordinárias, são muito mais fáceis do que alterações constitucionais.
Para bem entender a ideia dos reformistas, basta observar que pretendem impor a exigência de 70 anos de idade para quem precisar do Benefício de Prestação Continuada da LOAS, no valor de um salário mínimo; enquanto a prometida mixaria de 400 reais aos 60 anos consta nas regras de transição, podendo ser retirada ou piorada por uma lei ordinária, com maioria simples do Congresso Nacional. Atualmente a LOAS fala em 65 anos para receber o benefício, enquanto a Constituição fala em garantia ao "idoso", definido pelo Estatuto aos 60 anos.
Negociar as novas exigências em regras de transição, duradouras até a aprovação de leis complementares, não passará de enganação primária.

escrito por jorge

Fev 27

Sergio Pardal
Continua sendo um "saco de maldades", direcionado principalmente contra os mais necessitados, mesmo prometendo o contrário.
Sem muitas diferenças em relação ao texto "vazado" e aos "balões de ensaio" que foram soltos por aí, a proposta oficial apresentada ontem tem como seu ponto principal a desconstitucionalização das normas previdenciárias, tanto para os servidores públicos quanto para o Regime Geral (INSS). É bom destacar que o INSS não paga "privilégios" como ficam dizendo os mentirosos, e os servidores tiveram muitas mudanças na emenda constitucional de 2003. Assim, pela PEC apresentada, as regras e critérios deverão ser definidos em leis complementares, com mais fácil aprovação de mudanças no Congresso Nacional.
Até lá, ficariam valendo as regras de transição apresentadas. Conforme este colunista disse segunda-feira, após o período de transição (12 anos) estará extinta a aposentadoria por tempo de contribuição e ainda terão aumentado a exigência de idade para as mulheres. Para a transição, a somatória de tempo de contribuição e idade passa a ser exigência, e não opção para se livrar do fator previdenciário. Até porque, os cálculos ficam muito piores: 60% da média utilizando todos os salários, inclusive os menores, acrescendo 2% para cada ano que ultrapassar 20. Logo, 100% da média de todas as contribuições só será possível com 40 anos de trabalho.
Coroando o "saco de maldades", o benefício assistencial de um salário mínimo passa a exigir do cidadão, além das condições de miséria, 70 anos de idade. Nas regras de transição, a partir dos 60 anos de idade terá direito a um benefício de 400 reais. Se conseguir sobreviver até os 70, passa a receber um salário mínimo.
A proposta foi lançada, e nos resta debater e buscar garantir direitos aos trabalhadores. Voltaremos bastante ao tema.

escrito por jorge

Jan 30
A Diretoria do STIG Santos fechou convênio com a Clínica ACESSO Saúde para atendimento de seus associados e familiares, onde o associado vai pagar uma consulta no valor de R$88,00 para atendimento com médicos de várias especialidades, exames e ontologia e estética.
Sueli Reis diz que no contrato a Clinica se compromete também a realizar testes de glicemia e medição de pressão aos trabalhadores no próprio local de trabalho para facilitar o acesso dos gráficos a um atendimento preventivo.
O atendimento inicial se deu na Gráfica Everest e estaremos entrando em contato com outras empresas para levar mais este benefício aos gráficos conclui Sueli.
A Clínica esta situada em Santos, na Avenida Ana Costa, 325 e o agendamento das consultas podem ser feitas pelo telefone 13 – 3223.5542 e pelo Whats Zapp 13 – 95539.0375.
Na hora do atendimento o associado ou seu dependente deverá apresentar uma guia fornecida pelo Sindicato.

escrito por jorge

Jan 30
Possível ausência de direitos são averiguados pelo STIG em Santos, que lembra que acúmulo de função demanda pagamento de diferença salarial
Apesar dos jornais A Tribuna de Santos e o Expresso Popular da Baixada Santista continuarem na versão impressa, com 10 mil exemplares diários cada um, o grupo empresarial decidiu avançar no plano do fechamento do seu parque gráfico e demitiu todos trabalhadores do setor da empresa. O Sindicato da categoria do local (STIG), por sua vez, não abandonou os trabalhadores. A maioria deles sempre foi associada à entidade de classe. Mesmo demitidos e sem poderem contribuir financeiramente com o órgão, a direção sindical continua dando assistência a todos na defesa dos seus direitos, fazendo a revisão dos termos da rescisão do contrato de trabalho.
"Como a empresa, antes ainda do fechamento do parque gráfico, havia decidido não mais homologar rescisões dos trabalhadores no STIG, em consonância com a atrasada lei da reforma trabalhista e em prejuízo dos empregados demitidos, convocamos os gráficos para levarem até nós os seus termos de rescisão de contrato, elaborados unicamente pelo jornal", fala Sueli Reis, presidente do Sindicato local. Ela conta que o pedido foi feito para analisar cada documento de modo que nenhum direito deixe de ser listado e pago, sobretudo porque a maioria deles laboravam no local há bastante anos.

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escrito por jorge

Jan 24
Movimento Sindical da Baixada Santista realizou uma Plenária, seguida de uma Passeata da Sede do SINTRAPORT, local do evento até o Paço Municipal para comemorar a data e também protestar contra a proposta da Reforma da Previdência que o governo enviará para o Congresso.
A proposta de capitalização que beneficiará os grandes bancos que receberão os depósitos feitos diretamente pelos trabalhadores a exemplo da previdência social praticada no Chile, onde a maioria dos chilenos recebe menos que um salário mínimo, acarretando assim um alto índice de suicídios por parte dos aposentados naquele país.
O Movimento Sindical vai intensificar a luta contra a reforma porque entende que, primeiramente não é deficitária, e por entender que a reforma que se cogita de capitalização será maléfica para os trabalhadores da ativa e para os que já estão aposentados.
Portanto a população tem que ficar atenta, procurar participar de todas as discussões que o assunto esteja na pauta para se interar das propostas de mudanças que o governo tentará passar.
É bom que se diga que a proposta não vai prejudicar apenas quem vai se aposentar, mas principalmente os aposentados concluiu Sueli Reis.


escrito por jorge

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