Jan 29
Entre as reformas na Constituição Federal e nas leis e os atos do governo atual o objetivo claro é a destruição da Previdência Social
Conforme esse colunista falou inúmeras vezes, a salvação efetiva do nosso sistema previdenciário não está a redução do valor dos benefícios e no perverso aumento das exigências, e sim no crescimento econômico do Brasil, com as relações de trabalho formais, através de contratos, de trabalho ou de prestação de serviços, garantindo as contribuições previdenciárias do contratante e do contratado. Portanto, as reformas que aconteceram, trabalhista e previdenciária, não contribuem de fato com o Seguro Social dos trabalhadores.
O que se viu neste último ano foi exatamente o crescimento da incompetência e do descaso. Infelizmente é proposital a inconsequência; própria e típica de entreguistas, como os que querem privatizar o DATAPREV. Assim, temos quase dois milhões de benefícios represados, aguardando o término do processo administrativo. Aposentadorias por tempo de serviço, especiais e por idade, pensões por morte e auxílios-doença, e até certidões de tempo de contribuição para averbação no serviço público. Cabe ao leitor imaginar o que representa na vida pessoal de cada infortunado e na vida econômica de toda a sociedade.
 

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escrito por jorge

Jan 29
A partir de março, sob o pretexto de hipoteticamente criar empregos para os jovens através da carteira verde-amarela com menor salário e direitos, o governo federal vai criar sério problema no caixa da Previdência Social e ao trabalhador. Isentará as empresas de recolherem 20% do salário ao INSS. E para amenizar tal desfalque aos cofres públicos, taxará o gráfico e demais empregados que perderem o trabalho. Retirará de 7,5% a 8,14% do seguro-desemprego. Essa desobrigação patronal ao recolhimento do INSS com o trabalho na nova modalidade ainda estimulará o desemprego daqueles milhares de profissionais empregados com todos seus direitos. Isto porque ficará mais barato para folha de pagamento das empresas a substituição do emprego da carteira de trabalho azul pela verde-amarela.
Essa modalidade verde-amarela prejudicará o trabalhador por três vezes. Primeiro, porque o gráfico assim contratado ficará sem a sua contribuição previdenciária patronal, a qual é crucial para a aposentadoria. Segundo, estimulará a perda do emprego com direitos. E, por fim, perderá parte do pouco recurso do seguro-desemprego, a ser confiscado pelo governo que retira do pobre, enquanto isenta o rico patrão. "Ao invés de taxar o seguro, Bolsonaro deveria aumentar o seu valor diante do grande desemprego no Brasil, ou melhor, era para criar séria política de emprego", diz Leonardo Del Roy, presidente da Confederação Nacional dos Gráficos (Conatig).
 

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escrito por jorge

Jan 22

Para cumprir a promessa do 13º do Bolsa Família, o governo usará dinheiro do INSS.
Para cobrir a promessa de pagamento de 13º para quem recebe o Bolsa Família, o governo usará dinheiro do INSS, oriundo do que eles chamam de "pente fino" - este colunista insiste que é um "arrastão pericial", agora também aplicado em análises de "benefícios com indícios de irregularidade" - e ainda de atrasos na concessão de benefícios.
Haja maldade! Os arrastões foram muito comentados nesta coluna. Cassaram aposentadorias por invalidez de trabalhadores absolutamente incapacitados, gerando um exército de miseráveis. Alguns ainda ajuizarão a devida ação contra o INSS, assoberbando o Poder Judiciário, inclusive com a exigência de perícias médicas. Além disso, ainda pretendem cassar, entre outros, os benefícios assistenciais de um salário mínimo, sob a alegação de irregularidades.
A falta de vergonha é tão grande que admitem atrasar propositalmente a concessão de benefícios, aposentadorias etc., e utilizar o dinheiro para o pagamento da promessa no Bolsa Família. É bom lembrar que, atrasado ou não, vai ter que conceder o benefício e pagar.
Fica difícil acreditar em qualquer melhora econômica quando o governo apresenta, sem ficar envergonhado, este tipo de solução.
Sergio Pardal Freudenthal é advogado e professor universitário, especialista em Direito Previdenciário, atua há mais de três décadas em Sindicatos de Trabalhadores na Baixada Santista.
 

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escrito por jorge

Dez 05
A EC 103/2019 já está valendo. Foi promulgada pelo Congresso, mas os aumentos dos percentuais de contribuição previdenciária ficam para março/2020, e os direitos adquiridos estão garantidos.
Depois de muita luta e de muitas mentiras, o "saco de maldades" já está valendo. Os novos percentuais de contribuições dos trabalhadores só terão validade em março do ano que vem, mas as novas formas de cálculos, vergonhosas, já começam a ser aplicadas.
No geral, para todos os benefícios, inclusive o Auxílio-Acidente (50%), a base será a média de todas as contribuições desde julho/1994, com 60% para quem tiver até 20 anos de contribuição, e com o acréscimo de 2% para cada ano a mais. Importante lembrar que para quem falta até dois anos para a aposentadoria por tempo de contribuição no INSS, existe uma regra de transição que exige um pedágio (acréscimo) de 50% do tempo que faltava, mantendo o cálculo do benefício pela regra antiga, média das maiores contribuições que representem 80% de todas desde julho/1994, multiplicada pelo Fator Previdenciário (redutor). Nestes casos o INSS é obrigado a apresentar os dois cálculos, valendo o mais favorável.
 

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escrito por jorge

Dez 05
Prezado Trabalhador (a):
Infelizmente chegamos ao ponto, talvez mais difícil desde a fundação do Sindicato, onde os trabalhadores terão que decidir pela continuidade ou não da representação do nosso Sindicato.
Nossa arrecadação vem caindo assustadoramente nos últimos anos, isso em detrimento de investidas do governo que tenta neutralizar as entidades sindicais de prestar atendimento e representar os trabalhadores nas negociações coletivas, a intenção é jogar as negociações direta entre patrão e empregado, convenhamos será muito difícil para o trabalhador manter os direitos já conquistados e reajustes salariais mais justos para todos.
Contamos com apenas 52 associados, isso se deve ao encerramento das atividades de algumas empresas e ao próprio desemprego que estamos enfrentando. Uma coisa importante, não perdemos associados por pedido de desligamento do quadro associativo por descontentamento do trabalho realizado ao longo dos anos a frente da direção do Sindicato.
A contribuição da Cota Solidária, aquela que sempre foi a nossa melhor fonte de renda caiu assustadoramente ao ponto de arrecadarmos pouco mais de sete mil reais. Somando-se a contribuição mensal de 52 sócios a 35 reais da pra notar que se torna inviável a manutenção da atual estrutura.
Faremos de tudo para manter nossa representatividade, mas seremos obrigados a tomar a atitude de reduzir o atendimento presencial para apenas um dia por semana, onde a preferência absoluta será daqueles que contribuem.
No próximo ano estaremos visitando todas as empresas, buscando a compreensão dos trabalhadores para que autorizem o desconto em folha de pagamento das contribuições que são fundamentais para continuar defendendo o interesse da categoria.
Essa será a última tentativa de sobre existência, esperamos contar com a colaboração de todos.
Atenciosamente
A Diretoria

 

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escrito por jorge

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