Fev 27
Continuando nossa séria de matérias, onde alertamos os trabalhadores sobre a importância do Sindicato dessa vez vamos falar da Participação nos Lucros e Resultados.
A Lei nº 10.101, de 19/12/2000 em vigor, estabelece que as empresas e trabalhadores montem uma comissão para discutir uma forma para se conseguir essa bonificação. As empresas por sua vez criam um plano de metas que nem sempre são atingidas. Diante da pressão pra se conseguir atingir essas metas, alguns trabalhadores chegam a adoecer por causa do esforço e desgaste físico e psicológico.
Além de que o trabalhador se expõe diretamente nas reuniões que avaliam e discutem o plano de metas.
Nessa Participação dos Resultados que é negociada pelos Sindicatos nada disso acontece. Durante a negociação da Convenção Coletiva, de comum acordo entre Sindicato de Trabalhadores e Sindicato Patronal, é negociado um valor igual para todos os trabalhadores que são abrangidos pela Convenção Coletiva com datas estabelecidas para o recebimento.
Baseado nessa negociação todos os trabalhadores gráficos da Baixada Santista estarão recebendo a primeira parcela de R$271,50 no próximo dia 9 de março.
As empresas que não efetuarem o pagamento na data acordada serão punidas com uma multa de 10% revertida ao empregado.
Sueli Reis destaca que essa conquista é mais um fruto de negociação do Sindicato, diz ainda que precisamos nos fortalecer cada vez mais em torno do Sindicato porque em todas as negociações a pressão do patronal aumenta para a retirada dessa cláusula da nossa Convenção Coletiva de Trabalho. Lembrem-se da importância do sindicato quando estiverem recebendo a 1ª parcela da PLR na segunda feira (9).
 

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escrito por jorge

Fev 19
Na semana passada falamos da importância da "Data Base" na negociação salarial. Nesta edição vamos abordar a mudança na política salarial a partir de 1996.
A medida provisória que tratou da desindexação da economia foi lançada no final de junho de 1995, tendo o número 1.079/95. Seu foco principal foram os salários. Com o fim da divulgação do índice oficial de inflação — o índice de Preços ao Consumidor em real, o IPC-r, acabou também a correção automática assegurada aos salários nas datas-bases das diferentes categorias. Até junho de 1996, porém, em cada data-base o trabalhador tinha garantido o repasse da inflação do período.
A ideia é chamar a atenção dos trabalhadores que a partir de 1996, o Sindicato inicia a negociação salarial lutando pela reposição integral da inflação.
Engana-se os que pensam que as empresas são obrigadas a fazer o repasse automático, alguns até acham que os empresários são obrigados a reajustar os salários por ordem do governo. Vale lembrar que apenas o salário mínimo nacional é reajustado pelo órgão federal.
Sueli Reis diz que essa é sem dúvida mais uma razão para que os trabalhadores sintam a importância do Sindicato, por isso é necessário o fortalecimento do único órgão que de fato ainda representa os interesses dos trabalhadores. Sindicalize-se!!!
 

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escrito por jorge

Fev 19
A Aposentadoria Especial exigia menos tempo de trabalho para os que atuavam em condições insalubres, periculosas ou penosas.
A Aposentadoria Especial – uma conquista de 1960 – era uma aposentadoria por tempo de serviço, com a exigência reduzida para 25, 20 ou até 15 anos de trabalho, em razão das condições de trabalho insalubres, periculosas ou penosas. Assim dizia a Lei.
Esse colunista já falou bastante sobre a Aposentadoria Especial, benefício que sofreu graves alterações redutoras desde 1995. Com interpretações derrotadas nos tribunais, o INSS afirma que condições perigosas só pagam aposentadoria antecipada se o risco acontecer, ou seja, se for por invalidez. Assim, eletricitários, vigias armados e outras profissões expostas aos riscos, só conseguem o benefício especial – com 25 anos de atividades perigosas – através de ações judiciais.
A EC 103/2019 conseguiu sepultar a aposentadoria por tempo de serviço / contribuição. Sem existir a matéria prima, não sobrevive o derivado. A Aposentadoria Especial passou a determinar apenas a redução da idade mínima. Por exemplo, o mineiro de subsolo, única profissão que se aposentava com 15 anos de trabalho, passa a necessitar da idade mínima de 55 anos. É de se pensar o tamanho da modificação.
Como se fosse uma extraordinária bondade, o Senado Federal anunciou que estaria "criando" a Aposentadoria Especial para os trabalhadores submetidos aos agentes de risco, às condições periculosas de trabalho. Ora, o benefício existe desde 1960, com a Lei Orgânica da Previdência Social dispondo, em seu artigo 31, a aposentadoria com tempo reduzido "em serviços que, para esse efeito, forem considerados penosos, insalubres ou perigosos".
Sergio Pardal Freudenthal
Previdência Social / Aposentadoria Especial / agentes de risco
 

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escrito por jorge

Fev 12
A cada semana estaremos comentando sobre as cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho que são de fundamental importância para o trabalhador, nessa semana abordaremos a Cláusula da "Data Base".
A data base é uma das coisas mais importantes na negociação salarial. Ela estabelece que naquela data o trabalhador tenha seu salário corrigido.
Antes de iniciar as reuniões de negociação salarial já é preparado um documento chamado "Garantia da Data Base". Esse período é sempre referenciado a partir do primeiro dia do mês da data-base e, mesmo que o Acordo, Convenção ou Dissídio Coletivo se dê em mês posterior, todas as conquistas dos trabalhadores devem ser pagas retroativamente.
Sem a representação do Sindicato a data que regulamenta deixa de existir, com isso o patrão terá total liberdade para reajustar, se é que vai reajustar alguma coisa quando bem entender.
Por isso estamos alertando todos os trabalhadores sobre a importância da sobrevivência do Sindicato.
Sueli Reis que é Presidente do STIG diz que precisamos fortalecer o Sindicato, se sindicalizando e pagando as contribuições que são de fundamental importância para a manutenção do Sindicato, defendendo e garantindo seus direitos.
A Data Base dos gráficos da Baixada Santista é 1º de Setembro.
 

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escrito por jorge

Fev 06

Neste dia 7 de Fevereiro, revivemos as memoráveis jornadas de luta dos Trabalhadores Gráficos que além de reivindicarem melhorias de condições de trabalho, lutavam por algo muito importante que era o reconhecimento da UTG – União dos Trabalhadores Gráficos como entidade que legalmente representasse todos os Trabalhadores Gráficos, já que na época só os patrões é que detinham sua representação através da Associação Comercial.
A batalha pelo reconhecimento de nossa entidade e a intransigência patronal obrigou os trabalhadores gráficos a usarem a greve como única alternativa e como não poderia deixar de ser a mesma contou com enormes perseguições de repressão policial organizada pelas empresas, com invasão do depósito e a total destruição dos alimentos que eram utilizados como fundo de greve e para a sobrevivência de nossos companheiros.
 

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escrito por jorge

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