Set 08

Em épocas de crises econômicas que geram mais desemprego é costumeiro que empresários pressionem seus empregados. Geralmente fazem demissões e exigem mais esforços daqueles que continuam no trabalho. Muitas vezes insinuando que se o trabalho não sair com a mesma rapidez haverá mais demissões.
Com isso sobrecarrega o emocional dos trabalhadores, com medo do desemprego passam a trabalhar mais rápido e acabam levando este problema para o seu lar, chegando a adoecer.
Já recebemos algumas denúncias sobre essa prática diz Sueli Reis, Presidente do Sindicato. Estamos orientando os trabalhadores para anotarem todos os tipos de pressão sofrida pelo patrão, se possível gravem as ofensas em seu aparelho celular.
Geralmente as ameaças são feitas nesses sentidos: humilhações, ameaças de demissão, situações constrangedoras, piadas, insinuações, ofensas que podem ser coletivas ou individuais. Também pode ser considerado assédio moral: a sobrecarga de tarefa, cobrança de metas muitas vezes inatingíveis, vigilância excessiva e a mais frequente em época de pandemia é a falta de fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual em atividades presenciais, aumentando o risco de contágio da Covid 19.
Segundo o Dr. Oclecio Assunção, após a vigência da Lei nº 13.467/17, a principal mudança da reforma trabalhista que afeta o trabalhador quanto ao dano moral é exatamente quanto à limitação do valor máximo de até 50 vezes o salário da vítima. Segundo a nova legislação, as indenizações serão calculadas com base no salário do empregado.
A reforma criou quatro categorias de ofensas: de natureza leve (até três vezes o último salário do ofendido), média (até cinco vezes o último salário), grave (até vinte vezes o último salário) e gravíssima (até cinquenta vezes o último salário).

escrito por jorge

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