Nov 25
É notório o afastamento de profissionais gráficos da profissão, isso se torna uma realidade porque o banco de empregos que existe no Sindicato não tem profissionais desempregados para recolocação no mercado de trabalho. Isso ficou evidente nesses dois últimos meses em que o setor deu uma aquecida, principalmente com a entrada de serviços da campanha política.
As empresas estão solicitando impressores ao Sindicato e não temos para encaminhar, diz Sueli Reis que é a Presidente do Sindicato.
É bem provável que os trabalhadores gráficos desempregados estão procurando outras profissões, onde são mais valorizados, uma vez que a categoria no período dos últimos cinco anos esta completando três anos sem reajuste salarial.
O Sindicato continua lutando contra esse modelo de prática de negociação, onde o patronal oferece a Direção do Sindicato uma contribuição negocial para manutenção de programas do Sindicato e com isso não repassa sequer o índice inflacionário do período aos trabalhadores. Como nosso Sindicato não aceita dinheiro de patrão neste ano fomos obrigado a levar a negociação salarial para decisão judicial no TRT da 2ª Região.
Foi o tempo que o trabalhador gráfico tinha orgulho de levar seus filhos para aprender a profissão.
Jorge Caetano relata que há vários anos vem avisando os empresários do setor que isso poderia acontecer, sem valorização os trabalhadores acabam procurando coisas melhores. Muitos estão preferindo trabalhar em Edifícios, onde a remuneração em alguns casos juntando com os benefícios ultrapassam o salário de um impressor por exemplo. Com todo respeito aos empregados em Edifícios que não tem a qualificação profissional de um impressor de off set.
Sueli Reis conclui que não levará muito tempo para que os profissionais que ainda estão na ativa se aposentem e se não houver o reconhecimento salarial dificilmente as empresas terão reposição qualificada de mão de obra.
 
 

escrito por jorge

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