Jan 23
 Imprimir Página!  Criar arquivo PDF para esta notícia! 

Clipping nº 1353

Clipping Comentários (0)
Desemprego atinge mais as mulheres negras
Representantes das Centrais Sindicais e do Inspir (Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial) estiveram reunidos, ontem (22), para organizar a 1ª Marcha das Mulheres Negras, prevista para 18 de novembro.
"Será um meio para atingirmos nossos objetivos de acabar com o racismo, a violência e a precarização no mercado de trabalho. Uma oportunidade para tornar visíveis situações que todos sabem que existem, mas muitos não enxergam", declara Maria Rosângela Lopes, presidenta do Sindicato dos Metalúrgicos do Vale do Sapucaí e representante da Força nas reuniões para a organização do evento.
Segundo estudo do Dieese, o desemprego é mais elevado entre a população negra, mas atinge ainda mais as mulheres negras. A média da taxa de desemprego no total das regiões é de 13,8% para mulheres negras e 10,9% para mulheres não negras.

Aposentados lutam por respeito e dignidade
Sindicato realizará, em sua sede, na Rua do Carmo, um grande ato neste sábado

O Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos, ligado à central Força Sindical, realizará, neste sábado (24), Dia Nacional do Aposentado, das 9 às 13 horas, em frente a sua sede, na Rua do Carmo, 171, Centro de São Paulo, um grande ato visando reafirmar as lutas da categoria. "Vamos às ruas porque, mesmo representando 26 milhões de cidadãos brasileiros da Terceira Idade, o governo ainda insiste em fazer de conta que não existimos", frisou Carlos Andreu Ortiz, presidente nacional do Sindnapi.
Os aposentados lutam por uma política de aumento real para aqueles que recebem benefícios acima do salário mínimo; pela aprovação do direito à desaposentação, mecanismo de compensação para os que se aposentam e continuam "contribuindo" com o INSS; pela extinção do Fator Previdenciário, medida que reduz em até 40% os ganhos dos trabalhadores no momento de sua aposentadoria; pela isenção do Imposto de Renda aos idosos; pela manutenção da política de recuperação do salário mínimo; por políticas para as mulheres acima de 50 anos; pela revisão ou revogação das Medidas Provisórias 664 e 665 (A MP 664 trata de mudanças nas regras de pensão e auxílio-doença, enquanto a 665 trata de mudanças nas regras do seguro-desemprego, abono e período de defeso do pescador), dentre outras. "Exigimos nossos direitos e condições básicas de todo cidadão que contribuiu a vida toda para com o País, que é uma vida digna na Terceira Idade. É pedir demais?", indaga João Inocentini, presidente licenciado do Sindnapi.
Direitos – O Sindnapi reivindica a implementação dos direitos dos aposentados. O Estatuto do Idoso, criado em 2003, representou avanços mas, "por mais absurdo que possa parecer, grande parte de nossas reivindicações já existe como leis, mas não existe de fato, na prática", ressaltou Ortiz.
Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2020 a população brasileira será formada por 15% de idosos, aproximadamente 32 milhões de pessoas. "Não dá mais para conviver com o preconceito dos poderes públicos, em que o idoso é visto como um peso para o Estado", ressaltou Inocentini.
Lazer e luta – Neste sábado, o evento realizado pelo Sindnapi conciliará as reivindicações com momentos de lazer e descontração. Os presentes poderão assistir a atrações musicais e participar de sorteios de brindes e viagens. "É um dia de comemoração, celebração, mas também um ato político contra tanto descaso sofrido por aqueles que contribuíram uma vida inteira para a formação deste país", destacou Hélio 'Peninha' Herrera Garcia, presidente do Sindnapi no Estado de São Paulo.

Jorge Caetano Fermino

escrito por jorge

0 Comentários


Clique aqui para registrar-se