Item de NotíciaSTIG SANTOS BUSCA A JUSTIÇA PELA DEFESA SALARIAL E HONRA DOS GRÁFICOS
(Categoria: Geral)
Postado por jorge
02 Dezembro 2020 - 13:35:41


Desembargador estuda o caso denunciado pelo sindicato onde acusa o patronal de impor o acordo definido no ABC para congelar o salário dos gráficos da Baixada Santista, mesmo sem acordo com o STIG Santos e a categoria. Se não houve negociação, a decisão do reajuste será dada pela Justiça. Independente do resultado, a luta é pela honra dos gráficos. Nesta terça-feira (1º) completa quatro meses que os gráficos da Baixada Santista, mesmo fragilizados por crises sanitária e econômica, continuam na luta pelo reajuste salarial neste ano. Liderados pelo Sindicato da classe (STIG Santos), lutam com o patronal não só pela recuperação das perdas salariais frente à inflação, mas por respeito. Buscam restaurar o processo de negociação coletiva da renda, já que o patronal se recusa a fazê-lo ao impor o congelamento salarial com base na negociação em outra região.
Dessa vez, diferente dos dois últimos anos que tal imposição prevaleceu, o STIG e os trabalhadores levaram o caso ao Poder Judiciário depois que o patronal negou até a proposta da categoria de reajuste parcelado e sem PLR. A ação já está no Tribunal Regional do Trabalho (TRT2ª). Um relator foi indicado. Será o desembargador Valdir Florindo. O magistrado tem em mãos as informações passadas pelo sindicato. O patronal será convocado para uma audiência de negociação. Porém, se o patronal insistir em não negociar, a decisão sobre o reajuste deste ano será decidida pela Justiça.
"Esperamos que a Justiça leve em consideração todo o nosso esforço de propor uma negociação onde abrimos mão da PLR e aceitamos o reajuste salarial de 2,94% não retroativo a 1º de setembro/20, que é nossa data-base, mas só a partir de 1º de janeiro/2021, sendo 1% em 1º de janeiro/21 e 1,94% em 1º de maio/21. Esperamos esse reconhecimento da Justiça e que force o patronal a fazer um acordo. Porém, se isto não ocorrer, será então a Justiça que dará a palavra final, mesmo que seja negativa, mas jamais aceitaremos a imposição patronal ou negociata. Enquanto houver nosso STIG, lutaremos por respeito", diz Jorge Caetano, secretário-geral.
 


O STIG dos gráficos de Jundiaí colocou seu Departamento Jurídico para dar total assistência ao STIG Santos em defesa de centenas de gráficas da Baixada. Nos autos, foi destacado que o patronal desde 7 de outubro, apesar de todas do propostas do STIG Santista em acordo com a decisão dos trabalhadores, limitou-se a dizer que os donos das gráficas não darão reajuste algum, mas seguirão uma decisão tomada em outra região. Assim, o patronal contraria a autonomia legal da posição dos gráficos da Baixada e impõe o congelamento em fragrante desrespeito", critica Jorge.
"Não temos nenhuma garantia de vitória com essa atitude. Mas uma coisa é certa. Essa é mais uma arma pra continuar lutando contra as imposições do Patronal. Essa luta é questão de moral pra nós do Sindicato. Podemos até perder, mas a questão não é essa. A questão é defender a dignidade dos trabalhadores gráficos da Baixada Santista. Agora vamos esperar o agendamento da audiência", diz Sueli Reis, presidente do STIG Santos. O sindicato tem inclusive escutado rumores de denúncias de gráficos no Ministério Público do Trabalho sobre essa conduta do patronal que há três anos não tem repassado reajuste salarial da classe em Santos.
A Federação Paulista dos Gráficos classifica como arbitrária a posição do patronal ao não considerar as condições diferenciadas das duas regiões e, assim, atuar para impedir as negociações efetivas na Baixada Santista. "Faltou o respeito ao STIG Santos ao não garantir as discussões a partir da reivindicação dos trabalhadores, não restando uma outra alternativa, senão a de buscar o Poder Judiciário com o objetivo de definir o impasse", diz Leonardo Del Roy, presidente da Ftigesp e da Confederação Nacional dos Gráficos (Conatig).

 



Esta notícia é de Gráfico Santista
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