Item de NotíciaJuiz reconhece greve de gráficos e reajuste salarial pode ocorrer
(Categoria: Geral)
Postado por jorge
23 Dezembro 2020 - 12:32:52

O STIG Santos, com o suporte jurídico do STIG Jundiaí, através do advogado Luiz Carlos Laurindo, consegue levar processo de Dissídio Coletivo direto para o julgamento sem ter a concordância do patronal, conforme decisão do vice-presidente do TRT2ª, durante audiência na última semana, onde sugeriu ainda a reposição salarial dos gráficos da Baixada Santista e não o congelamento da renda nesta pandemia.
Na última quinta-feira (17), diante da segunda negativa do patronal em aceitar um acordo no Tribunal Regional do Trabalho (TRT2º) com o STIG Santos para pôr fim ao movimento grevista dos gráficos da Baixada Santista, o juiz Valdir Floriano apresentou na audiência uma proposta de reajuste salarial na ordem de 2,93% (quase a inflação anual do período) retroativo a 1º de setembro (data-base da categoria) e encaminhou o processo para julgamento, que será realizado pela Turma Especializada em Julgamento de Dissídio Coletivo. Também propôs multa de 10% do salário normativo em caso das gráficas não implantarem as medidas relativas à PLR dos empregados no prazo de 60 dias. O STIG Santos, que conta com o advogado do STIG Jundiaí, Luiz Carlos Laurindo, aguarda a Justiça indicar o relator do caso.
"A tática processual encaminhada por Laurindo surpreendeu a todos e as audiências foram marcadas com muita agilidade pelo TRT2ª, iniciada no último dia 10, numa reunião de tentativa de conciliação. Um dia após, diante da negativa do patronal, já notificamos de greve; três dias depois, o advogado do STIG Jundiaí, já pediu a audiência para o julgamento do dissídio, sendo a greve considerada legal já na audiência da última quinta-feira (17), com os direcionamentos do juiz em favor dos trabalhadores, aguardando agora só o julgamento final nesta esfera", conta Jorge Caetano, secretário-geral do STIG Santos.
A presidente do STIG Santos, Sueli Reis, comemora a situação até aqui, sobretudo porque os trabalhadores voltaram a ter alguma esperança de que o reajuste não será 0%, como impunha o patronal, mas poderá repor as perdas com a inflação. Todavia, ela diz que é preciso manter cautela e a categoria continuará em estado de greve. "Vamos aguardar o julgamento e também manter os trabalhadores mobilizados para uma paralisação, seguindo a agenda paredista nas empresas que serão priorizadas no momento", completa a dirigente.



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